ONG REVIDA lança site oficial

Já está no ar o site oficial da ONG REVIDA. Para acessar basta digitarwww.revida.org e ter acesso a todo conteúdo da ONG.

No site o internauta poderá saber da história da organização, projetos, estatuto e diretoria, bem como poderá ajudar a ONG em suas ações.

O site ainda contém album de fotos, arquivo de notícias, artigos, links, área de biblioteca com livros, cartilhas, TCC, manuais em pdf para download e a agenda de reuniões, oficinas e atividades da ONG REVIDA.

A página na internet da ong de defesa dos direitos humanos e direitos LGBT trás ainda uma enquete sobre homobofia. O internauta poderá opinar sobre se é à favor ou contra a criminalização da homofobia. Há também uma área de recados para deixar a opinião.

A atualização será feita pela própria ONG e sempre que tiver notícias, informações, fotos e artigos sobre os objetivos que norteiam o trabalho da REVIDA.

O endereço do site é www.revida.org .

Site da ONG REVIDA

Site da ONG REVIDA

ONG escolhe tema da Parada LGBT (Diário de Jacareí)

Segue matéria no Jornal Diário de Jacareí (publicada em versão online e impressa dia 26/01/2010). Clique na imagem para ver em tamanho maior.

Tema da 1ª Parada LGBT

ONG REVIDA define tema da 1ª Parada LGBT de Jacareí

Jacareí escolhe tema da sua 1ª Parada LGBT

Início de noite com muita chuva e um grupo de 35 pessoas reunidas para tomar uma decisão histórica para a cidade de Jacareí: a escolha do tema, do lema e percurso da sua 1ª Parada LGBT.

Reunião para escolha do tema da 1ª Parada LGBT de Jacareí

Reunião para escolha do tema da 1ª Parada LGBT de Jacareí

E começou com o povo chegando aos poucos como é costume no interior, mesmo que em pleno crescimento e desenvolvimento populacional e econômico, há os que gostam de manter a velha tradição de chegar atrasado.

Pouco mais de meia hora depois do horário combinado o presidente da ONG REVIDA, Luiz André Moresi, inicia a reunião, compõe a mesa e faz uma breve apresentação da ONG REVIDA, da agenda de 2010, das parcerias e sobre o objetivo de se ter uma Parada LGBT em Jacareí.

Mesa de abertura da reunião

Mesa de abertura da reunião

Começa a indicação de temas e a criatividade aflora nos participantes. A vontade de escolher um assunto que marque e chame a atenção da sociedade é muito forte. Já no meio da reunião tinha-se claro que a Parada deverá combater o preconceito e a homofobia, meio caminho andado. Era preciso então compor o tema e o lema.

Depois de mais de 20 sugestões diferentes e diversas opiniões, as opções foram se concentrando na necessidade de se ter um tema que provoque nas pessoas da cidade a reflexão sobre o preconceito e a importância de se combater a homofobia.

Então, depois de um gostoso debate de ideias e opiniões, decidiu-se por unanimidade. O tema da 1ª Parada LGBT de Jacareí é “JACAREÍ CONTRA A HOMOFOBIA” e o lema é “CIDADE MODERNA É CIDADE SEM PRECONCEITO”.

Participantes votam no tema da 1ª Parada LGBT de Jacareí

Participantes votam no tema da 1ª Parada LGBT de Jacareí

Depois veio a escolha do percurso e as comissões para a organização da Parada que vai acontecer em 27 de junho de 2010.

Nos últimos nove anos Jacareí cresceu de forma ordenada, está em pleno processo de desenvolvimento econômico, com o aumento significativo de indústrias, do comércio, do setor de serviços. Novas avenidas, nova rodoviária, sonho antigo, empreendimentos imobiliários, nova área verde, o Parque da Cidade e o significativo investimento na qualidade de vida da população. E o sentimento de modernização está latente na opinião dos moradores.

É muito triste uma cidade que cresce e esquece que o preconceito ainda mata muita gente. E que a homofobia contra os LGBT está presente na família, na escola, no mercado de trabalho, nos espaços de convivência e no coração de muitos jacareienses.

Não adianta Jacareí ser moderna se o sentimento preconceituoso ainda remete a séculos passados.

1ª PARADA LGBT DE JACAREÍ E REGIÃO

JACAREÍ CONTRA A HOMOFOBIA

CIDADE MODERNA É CIDADE SEM PRECONCEITO!

Reunião para escolha do tema da 1ª Parada LGBT de Jacareí

Reunião para escolha do tema da 1ª Parada LGBT de Jacareí

Preparar a luta… contra a homofobia!

Quase sempre não basta a boa vontade para conquistar aquilo que se quer. É preciso se preparar, estudar, qualificar, aprender… muitos são os argumentos dos contrários.

A homofobia está enraizada em nossa sociedade capitalista, machista e homofóbica. Por conta disso somos obrigados a reprimir nossa afetividade e, para fazê-la, ou estamos dentro das nossas casas, quando conquistamos independência de nossos pais, ou estamos em espaços segmentados, próprios, como boates, bares, saunas e festas lgbt. Para não ficar só na questão da sexualidade, nem nossa espiritualidade podemos manifestar, pois ou “deixamos” de ser homossexuais ou procuramos uma igreja inclusiva, presente somente nos grandes centros urbanos.

Então é preciso lutar muito. Arregaçar as mangas e trabalhar… A homofobia não nos deixa outra alternativa senão lutar, protestar, e dar visibilidade aos nossos desejos e anseios.

Em Jacareí, cidade do Vale do Paraíba, o conservadorismo reina. Encravada no eixo religioso da fé catolicista, nos deparamos com a presença midiática da renovação carismática e suas intempéries, da religiosidade conservadora e dos/as beatos/as santanários, passando pela exploração da capital da fé, Aparecida e do novo santo, Guaratinguetá. É assim mesmo, uma cidade média, com grandes empresas, comércio em crescimento, desenvolvimento em riste e preconceito em abundância.

É lutar muito e melhorar a situação. Não é fácil não. Como em lugar algum. É precisar trabalhar, lutar.

1ª Capacitação em Direitos Humanos em DST/HIV/aids - ONG REVIDA

1ª Capacitação em Direitos Humanos em DST/HIV/aids - ONG REVIDA

Criamos a ONG REVIDA, fomos atrás de parceiros e nesse dia 29 de novembro de 2009 realizamos a nossa 1ª Capacitação em Direitos Humanos para a população LGBT. Juntar esse povo em um curso em pleno domingo é complicado. Mas colocamos nossa cara à tapa. Era preciso fazer algo. Revezando entre 20 e 25 pessoas, fincamos mais uma estaca na homofobia.

Conversamos e discutimos, aprendemos, observamos, e choramos. Um trabalho estava iniciando.

Julian Rodrigues do grupo Corsa

Julian Rodrigues do grupo Corsa

Contamos com a preciosa colaboração do grupo CORSA, representados pelo Julian Rodrigues e pelo Lula Ramires, também se fez presente a Clara Cavalcante, do Programa Municipal DST/HIV/aids de Jandira, acompanhada por Pierre e Fernando. Dando suporte e financiando o encontro, pudemos contar com a presença significativa da Marisa Braga coordenadora do Programa Municipal DST/HIV/aids de Jacareí, que com sua simplicidade, mas aguerrida posição contra o preconceito, conquistou a todos/as.

Lula Ramires do grupo Corsa

Lula Ramires do grupo Corsa

E assim o encontro desenrolou. A emoção da abertura, quando anunciei que a ONG REVIDA foi selecionada pelo Programa Nacional DST/HIV/aids para desenvolver um projeto de atendimento jurídico às populações vulneráveis e curso de capacitação em Direitos Humanos em 2010, no valor de R$ 40 mil… o primeiro projeto financiado da ONG. O aprendizado proporcionado pela brilhante apresentação do Julian Rodrigues e do Lula Ramires, pela confraternização do almoço, pela presença iluminada da Clara Cavalcante, que soube com maestria, envolver todos/as na discussão na parte da tarde. Não posso deixar de mencionar dois momentos especiais na apresentação da Clara: quando meu companheiro Serginho relatou o preconceito vivido por ser afeminado e pela preocupação de um dia encontrar uma pessoa que o aceitasse, dizendo nesse momento que tinha encontrado essa pessoa quando me conheceu, há quase sete anos… falou de uma maneira que lacrimejou os olhos dos presentes, sem exceção. Não esperava por isso. E o outro momento foi quando a Clara pediu que olhássemos nos olhos da coordenadora do Programa Municipal de Jacareí, Marisa, e disséssemos o que queríamos. Pronto, pensei, o povo vai pedir recursos para a ONG, materiais, verba para encontros, reuniões, projetos, ao contrário, pediram que fossem respeitados, que os direitos fossem garantidos, que ações fossem realizadas para diminuir o preconceito e que fossemos tratados como iguais.

Clara Cavalcante, psicóloga de Jandira - SP

Clara Cavalcante, psicóloga de Jandira - SP

Dessa maneira aconteceu o nosso encontro nesse gostoso domingo. Aprendemos muito com o Julian, o Lula e a Clara. Aprendemos com nós mesmos e melhor, saímos com muita energia e vontade de arregaçar as mangas. Vamos fazer outros encontros, reuniões. Vamos articular para leis serem aprovadas e vamos realizar a 1ª Parada LGBT de Jacareí e do Vale do Paraíba em 2010.

Marisa Braga do PM DST/HIV/aids de Jacareí e Luiz André da ONG REVIDA

Marisa Braga do PM DST/HIV/aids de Jacareí e Luiz André da ONG REVIDA

Como não podia faltar, a confraternização após o encontro foi no bar da nossa amiga Matilde, que esteve presente no encontro e nos recebeu muito bem em seu estabelecimento. Não vou esquecer nunca desse dia. Por que começamos o “Jacareí sem Homofobia!”

Luiz André Moresi
Coordenador da ONG REVIDA de Jacareí

Confraternização - ONG REVIDA

Confraternização - ONG REVIDA

Quem participa, decide!

Mulheres votam em plenária

Mulheres votam em plenária


Uma possibilidade mexe comigo. Poder decidir sem precisar que outros o façam em meu nome. A democracia representativa é constitucional e muito mais presente em nossas vidas do que possamos imaginar. Contudo, sou apaixonado pela democracia participativa e incentivador costumar das ferramentas que possibilitam o exercício do poder decisório direto. Assim, afirmo que o Orçamento Participativo – OP é uma conquista sem precedentes para Jacareí e para as cidades que o implantou.

O OP é a reunião de moradores de bairros e regiões que se encontram para discutir seus problemas e apresentá-los como demandas para que o governo possa saná-las, resolvê-las. Elege delegados, que elegem conselheiros e que definem prioridades dentro daquilo que se tem como orçamento para investimento. Essa é, superficialmente aqui colocada, a dinâmica do OP atualmente em Jacareí. Está de parabéns a prefeitura, os que participaram de plenárias, os delegados e conselheiros desses nove anos de execução dessa ferramenta primordial para a consolidação democrática e do desenvolvimento da cidade.

Moradores votam em prioridades

Moradores votam em prioridades

Mas, e aí é preciso ter maturidade para entender que o que se segue não são críticas e sim propostas, é preciso avançar na condução desse mecanismo de participação. A primeira questão é dar maior poder decisório aos participantes que nas plenárias nos bairros e regiões devem não só poder fazer propostas, mas também poder votar nas prioridades daquela localidade. Devem-se criar fóruns regionais de delegados do OP para poderem acompanhar e ter melhores condições de retornar as informações para as suas bases. O Conselho do Orçamento Participativo deve ganhar caráter deliberativo e a presença de membros do governo deve ter a função de orientar, dar suporte técnico e embasar com informações as decisões. O voto deve ser exclusivo do delegado/conselheiro.

Outra questão fundamental é ampliar as formas de participação. As plenárias físicas são importantes, mas não podem ser a única possibilidade de interação. A internet deve ser usada em larga escala. Um site/home-page especial do OP deve ser criado e moradores contribuírem em formulários próprios, mediante identificação de nome e e-mail e essas propostas serem sistematizadas e levadas ao conhecimento dos delegados. OP Interativo, Cibernético, Online. Uma maior possibilidade de participação daqueles que por motivos variados não podem estar das reuniões presenciais.

Convite para plenária do OP Jovem

Convite para plenária do OP Jovem

OP Temático. É necessário inserir na dinâmica do OP as discussões temáticas de políticas públicas que vão além da apresentação de propostas de obras. E não só discussões temáticas, mas questões setoriais como juventude, criança e adolescente, idosos, mulheres, inclusão étnico racial, LGBTT, pessoas com deficiência, etc.

E por último, o OP Criança ou Infanto-juvenil, que todo o cuidado deve-se tomar para não ser apenas uma experiência pedagógica e sim um mecanismo de protagonismo de nossas crianças e adolescentes. Deve ser um OP de verdade, com relevância política e decisória.

Plenária do OP Criança em escola do município de São Paulo - 2004

Plenária do OP Criança em escola do município de São Paulo - 2004

É isso, é uma contribuição desse apaixonado pelo OP, que quer comemorar logo os 10 anos desse instrumento em Jacareí, mas que tem algumas indagações e propostas.

Luiz André Moresi é membro da executiva municipal do PT de Jacareí, foi assessor de juventude da Prefeitura de Jacareí e coordenador do OP nas subprefeituras de Cidade Ademar, Capela do Socorro e Parelheiros na cidade de São Paulo em 2003/2004.

Carta aberta ao leitor

Parada 2009

Parada 2009

Leitor,

Desculpe-me a sinceridade e a liberdade de publicamente, dirigir-me a você, talvez as paradas, manifestações, artigos, entrevistas e pesquisas não foram suficientes para sua sensibilização.

Neste 28 de junho é celebrado o orgulho de lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais – LGBT – em alusão ao que ocorreu nessa mesma data na cidade de Nova York em 1969, e que veio a ser conhecido como a Rebelião de Stonewall. De freqüência LGBT, Stonewall era e ainda é um bar que sofria repetidas batidas policiais, sem justificativa. Naquele dia, os freqüentadores se revoltaram e a manifestação durou três dias, mudando as atitudes repressivas das autoridades para com as pessoas LGBT e dando início à luta pela igualdade de direitos de LGBT. Essa data é celebrada por todo o mundo através de paradas, e outros eventos culturais, artísticos, acadêmicos e políticos trazendo a expressão de orgulho, não de vergonha, de assumir publicamente a orientação sexual e identidade de gênero LGBT.

Parada 2009

Parada 2009

Agora, caro leitor, você já sabe por que acontece a Parada do Orgulho LGBT de São Paulo, a maior do planeta e pelo menos outras 150 pelo Brasil afora. É uma manifestação social e política por reconhecimento de direitos. Assim como negras e negros tem o dia 20 de novembro, mulheres o 8 de março, trabalhadores o 1º de maio, as pessoas LGBT tem o 28 de junho. Outros movimentos se utilizam de instrumentos parecidos também para reivindicarem direitos. Movimentos dos Sem Terra e sem Teto, Marcha Mundial de Mulheres, Centrais Sindicais, Movimento Estudantil e tantos outros movimentos. Mesmo diante de tamanha manifestação e mobilização, direitos ainda são negados e o pior, o preconceito existe, é grande e fere e mata.

Muitas vezes, até sem perceber, propagamos atos homofóbicos e colocamos pessoas LGBT em situação de desconforto e ridicularização. Tantas vezes, através de comentários e piadas, fazemos “platéias” rirem de termos como gazela, boiola, libélula. Dizemos “isso é uma bichona”, que tal pessoa “morde a fronha” ou que “isso é coisa de boiola”. Reproduzimos uma situação que é muito triste aqui e no mundo todo: a Homofobia. Nem lembramos que em sete países há pena de morte para os homossexuais e 80 países criminalizam os atos homossexuais e que no Irã gays são enforcados em praça pública.

Fico imaginando como sofrem os adolescentes que descobrem sua orientação sexual ou identidade de gênero LGBT, na escola, na família e no bairro. Recentemente vimos num programa jornalístico de investigação um adolescente de 14 anos, Iago, que cometeu suicídio porque não agüentava mais sofrer com a homofobia dentro da escola. Esses mesmos termos que muitas vezes usamos como piada, tenho certeza, eram adjetivos usados por colegas para discriminar Iago. Pesquisa da UNESCO publicada em 2004 consta que 40% dos adolescentes não gostariam de estudar com um gay, uma lésbica ou uma pessoa trans. Na última Parada Gay em São Paulo 22 pessoas ficaram feridas com uma bomba que uma pessoa jogou de um prédio e um gay de 35 anos, numa rua próxima da Praça da República, foi espancado. Apanhou tanto que sofreu traumatismo craniano e morreu. É isso mesmo, morreu vítima da homofobia.

Campanha contra homofobia

Campanha contra homofobia

Aqui no Vale do Paraíba muitas pessoas LGBT foram brutalmente assassinadas vítimas da raiva e da intolerância de seres inconformados com a diversidade sexual. Não é à-toa que a maioria dos pais não querem que seus filhos sejam gays, lésbicas, travestis ou transexuais. Eles temem que sofram, que sejam violentados, discriminados e que sejam motivo de piadas de péssimo gosto e assédio moral. Já são quase 3000 as pessoas que, nos últimos 20 anos, foram barbaramente assassinadas só porque eram LGBT. Isso é muito triste.

Essa semana, no mesmo programa jornalístico, “Profissão Repórter”, outra situação foi mostrada. Uma garota de 14 anos foi deixada por sua tia, no conselho Tutelar da cidade de São Paulo, por se vestir como menino e ter características masculinas. Ela tinha ido morar com a tia por causa das freqüentes surras que levava da mãe e do padrasto. “Minha mãe não aceitava. Ela tinha preconceito como eu me vestia… andava muito menino”, disse a adolescente. Perguntada se gostaria de ser menina, a garota gesticula que não e diz que sempre foi assim, desde pequena. “Minha tia também não quis [aceitar]. Queria me vestir de mulher, eu não aceitei. Então, pedi pra ela me mandar pra cá [conselho tutelar]”, contou. Ficou claro nessa reportagem como o preconceito interfere na vida de uma pessoa, no caso, na infância e na felicidade de uma criança que, diante de tamanha agressão dentro de casa, mesmo assim, ainda diz com lágrimas que se pudesse escolheria a casa de sua mãe para morar. O preconceito homofóbico fez que, conforme mostra a reportagem, essa garota fosse viver em um abrigo.

Por isso que escrevo essa carta para você, querido leitor e leitora. Basta de homofobia, muita gente já morreu e sofreu e sofre porque, de algum modo, desrespeitamos a condição da pessoa humana. Se você é professor, trabalhe em sala de aula o respeito à diversidade. Jornalistas podem escrever artigos valorizando a boa convivência e denunciando as mazelas contra os direitos humanos. Nossos parlamentares, vereadores e deputados da região podem criar leis que favoreçam o respeito e garantam os direitos de pessoas LGBT. Nossos prefeitos podem criar políticas públicas de inclusão dos LGBT na sociedade, a exemplo do que acontece no governo federal, através do Programa Brasil Sem Homofobia. Há também o Plano Nacional de Promoção da Cidadania e Direitos Humanos de LGBT, com 180 ações contra a homofobia e a favor do respeito à diversidade humana, fruto da 1ª Conferência Nacional LGBT, precedida de conferências regionais e estaduais, uma delas realizada em nossa região no ano passado. Radialistas e apresentadores de programas de TV podem e devem contribuir para que o preconceito deixe de existir e todos nós podemos fazer coro e apoiar o projeto de lei que criminaliza a homofobia, o PLC 122/2006 que está parado no Senado Federal.

Senhoras idosas na Parada Gay 2009

Senhoras idosas na Parada Gay 2009

Todos nós podemos nos dirigir as pessoas LGBT com respeito e dignidade como qualquer outra pessoa tem direito. Aquelas piadas e chacotas podem contribuir para que adolescentes cometam suicídio, que pais e mães expulsem seus filhos de casa e que atitudes violentas contra LGBT sejam reforçadas.

Desejo tanto que nossa constituição seja respeitada, quando diz nos artigos 3º e 5º que todos são iguais e não haverá discriminação de qualquer natureza. Conto com sua ajuda, caro leitor e leitora.

Luiz André Rezende Moresi, é ativista dos Direitos Humanos e dos Direitos LGBT