Provocações!

ATO REGIONAL VALE DO PARAÍBA #FORA FELICIANO SÃO JOSÉ DOS CAMPOS - SP - 16/03 VALE DO PARAÍBA

ATO REGIONAL VALE DO PARAÍBA #FORA FELICIANO
SÃO JOSÉ DOS CAMPOS – SP – 16/03
VALE DO PARAÍBA

Não costumo responder provocações, comentários maldosos, preconceituosos. Não entro em discussões religiosas e de fundamentalistas. Mas estão tornando a questão POLÍTICA da Comissão de Direitos Humanos e Minorias em GUERRA SANTA. E hoje tive que responder um comentário em um post que fiz no facebook. Segue o que escrevi:
# Primeiro, não é opção, é orientação. Ninguém escolhe ser gay, ser hetero ou bi. A gente nasce assim, é uma condição.

# Segundo, somos atacados, vilipendiados, exorcizados, maltratados e demonizados frequentemente nos cultos, nos púlpitos, nos altares, nas missas, nas rezas. Nas imprensas religiosas, escritas e faladas, nas TVs e nas rádios religiosas.

Quando há REAÇÃO da nossa parte, novamente somos atacados, insultados, vilipendiados, exorcizados, maltratados, demonizados, ofendidos. Até apanhamos, com socos, ponta-pés, cabeçadas, com tijolos, com facas, porretes, soco inglês, etc… Essa semana aconteceu na Argentina, e os homofóbicos eram também religiosos fundamentalistas de plantão, afirmando que praticavam o ato de covardia porque o papa Francisco os abominavam, eram coisas do demônio.

Basta de Feliciano #NÃO ME REPRESENTA!

Basta de Feliciano
#NÃO ME REPRESENTA!

 

Muitas vezes, em nome do seu deus, de suas crenças, em nome do que ouvem nos púlpitos e altares, também nos matam, e matam com raiva, com muitos tiros, muitas facadas, muitas porradas, muitas tijoladas. Matam, arrancam nossos órgãos sexuais, nos humilham na morte, nos ateiam fogo, jogam-nos em valas, rios, precipícios. DIARIAMENTE um homofóbico mata um gay, ou uma lésbica, ou uma travesti, uma transexual, um bissexual. MATAM, MATAM E MATAM.

E quando reagimos, com nossas manifestações, nossas Paradas, nossos cursos, com o tremular de nossas bandeiras, CONTINUAM A NOS MATAR COM MAIS RAIVA, ÓDIO E PRECONCEITO. E FAZEM ISSO SOB A AUSÊNCIA DA LEI E COM A BENÇÃO DAS PREGAÇÕES DO FINAL DE SEMANA.

# Terceiro, tem muita gente de fé que é do bem. Nossa luta não é contra as religiões, as igrejas e seu povo de fé e do bem. Nossa luta é contra o preconceito e quem o pratica. Não deve um líder religioso mandar que uma pessoa se negue, que negue sua existência, negue suas vontades, seus desejos, seus sonhos. Não pode um líder religioso ordenar que a pessoa se anule, deixe de viver aquilo que ela é.

Quando um religioso assim o faz é como se estivesse ordenando a uma pessoa LGBT: “MORRA”… E assim, tristemente, pessoas LGBT se suicidam, porque não suportam viverem anuladas em sua essência.

Sou de formação cristã, minha família toda é, a grande maioria dos meus amigos também. Tenho certeza, que o meu Deus, que não está nem aí para minha orientação sexual, abençoa minha vida e meu casamento, que são fundamentados no AMOR, mandamento maior da vida humana.

# Quarto, retiro o termo “bisca” que usei para me referir à Joelma da banda Calypso. Tem muitas “biscas” que são dignas e não merecem esse desrespeito de serem comparadas com essa cantora.

E TENHO DITO #FORAFELICIANO!

Luiz André Moresi

Luiz André participa do Programa Partidário do PCdoB

Luiz André Moresi, presidente do Comitê Municipal do PCdoB de Jacareí, gravou comercial para o horário partidário. O filmete foi exibido durante duas semanas nas redes de televisão da região do Vale do Paraíba no mês de outubro/2011.

O comercial tem a participação da cantora e deputada estadual pelo PCdoB, Leci Brandão, que afirma que o partido, assim como ela, é contrário à todas as formas de discriminação. Logo depois Luiz André Moresi reafirma o compromisso do partido com a cidadania e que em Jacareí o partido luta para melhorar a vida das pessoas.

Confira abaixo o vídeo:

Luiz André Moresi  - Programa do PCdoB

Luiz André Moresi - Programa do PCdoB

CASAL DE JACAREÍ RECEBE PRÊMIO EM DIREITOS HUMANOS

Luiz André e Sergio recebem prêmio na categoria Ativismo LGBT por ser o primeiro casal gay a ter o casamento civil aprovado no Brasil.
 

Luiz André e Sergio exibem a certidão de casamento em frente ao cartório

O casal de Jacareí, Luiz André Sousa Moresi e José Sergio Sousa Moresi, foram agraciados e recebem o 10º Prêmio Arco-Íris de Direitos Humanos no dia 12 de dezembro no Teatro João Caetano, no centro da cidade do Rio de Janeiro. A honraria é concedida todos os anos pelo Grupo Arco-Íris, uma das mais antigas e importantes organizações de Direitos Humanos e Cidadania LGBT do Brasil.

O Prêmio está em sua décima edição e compõe as atividades da Parada LGBT do Rio de Janeiro. É entregue a pessoas que se destacam na defesa e promoção da cidadania de lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais nas mais diversas áreas de atuação. Os militantes da ONG REVIDA de Jacareí, Luiz André e Sergio, serão homenageados na categoria Ativismo LGBT por serem o primeiro casal LGBT do Brasil a terem sua união estável convertida em casamento civil.

Para Luiz André, receber esse prêmio tem um valor especial “por ser concedido por uma instituição conceituada e respeitada no Brasil e por representar uma conquista que é conseqüência da atuação de militantes LGBT que lutam há anos pelo reconhecimento de sua plena cidadania”.

Luiz André e Sergio dedicam o prêmio aos membros da ONG REVIDA, aos militantes LGBT do Brasil e ao próprio Grupo Arco-Íris, que desempenhou papel fundamental de advocacy junto ao STF para aprovação da união estável homoafetiva, o que possibilitou a conversão em casamento civil.

União Estável e Casamento Civil

Em 5 de maio de 2011 o Supremo Tribunal Federal equiparou a união estável homoafetiva à união estável heterossexual.

Em 17 de maio de 2011, Dia Mundial de Luta Contra a Homofobia, o casal Luiz André e Sergio assina o contrato de União Estável Homoafetiva.

Em 27 de junho de 2011 o juiz estadual Fernando Henrique Pinto autorizou a conversão da união estável de Luiz André e Sergio Sousa Moresi em casamento civil, o primeiro do Brasil.

Em 28 de junho de 2011, Dia Mundial do Orgulho LGBT, o casal recebe a Certidão de Casamento Civil das mãos do oficial do Cartório de Registro Civil. Cerimônia de entrega teve repercussão internacional.

Grupo lança novo projeto para Jacareí no sábado – Entrevista Jornal Semanário

PCdoB, PV e simpatizantes do novo projeto distribuirão manifesto

Dois partidos, dezenas de pessoas (algumas ainda não filiadas), na qualidade de cidadãos, farão um movimento que pretende lotar a Câmara Municipal no sábado (dia 17), às 15h, no lançamento de “Um novo projeto para Jacareí”.

Os presidentes do PCdoB e PV, Luiz André Moresi e Paulo Delfim, respectivamente, concederam entrevista sobre a iniciativa.

O que significa o projeto?

Presidentes – Um chamado à população para democratizarmos o poder em nossa cidade, considerando que a alternância no poder é importantíssima para a democracia e para o surgimento de novas lideranças.

Vocês podem antecipar algo sobre o conteúdo do manifesto que será entregue no próximo sábado?

Presidentes – Assumimos compromisso com valores e princípios, entre eles agregar e revitalizar forças políticas e sociais para a construção de um novo projeto para Jacareí; defender os interesses coletivos e combater a velha prática política dos interesses pessoais, entre outros.

Quem é o nome novo que a população está comentando ser o único capaz de derrotar o PT na eleição de 2011?

Presidentes – Concordamos com a população e sabemos que o novo não está dentro dos partidos tradicionais (oposição ou situação), mas primeiro construiremos um projeto sustentado por valores e princípios. Assim, naturalmente, apresentaremos o novo nome à população.

Vocês podem adiantar um nome?

Presidentes – Podemos deixar claro que deverá reunir, no mínimo, características fundamentais, como ter coragem, credibilidade junto à população e compromisso com a qualidade e com uma nova forma de fazer política e administrar a cidade.

Mais informações: pcdob65jacarei@hotmail.com e pdelfim@ig.com.br 

Paulo Delfim - Presidente do PV

Paulo Delfim - Presidente do PV

Luiz André Moresi - Presidente PCdoB

Luiz André Moresi - Presidente PCdoB

PC do B de Jacareí elege nova direção

Partido elegeu o seu Comitê Municipal, composto por 23 membros, e se prepara para disputar eleições municipais

O PC do B de Jacareí realizou, na manhã do domingo (21),  a Conferência Municipal e elegeu sua nova direção na cidade, chamada no partido de Comitê Municipal.

O comitê é composto por sete dirigentes da executiva municipal, 11 pessoas do Conselho Político e mais cinco membros, além de cinco suplentes.

A Conferência contou com a presença de cerca de 70 filiados e convidados e ainda elegeu quatro delegados(a) para a Conferência Estadual, em  São Paulo, nos dias 03 e 04 de setembro.

O novo presidente do partido na cidade é Luiz André Moresi, ativista social, que assumiu o cargo exercido por Cláudio Silva, que por sua vez coordena a legenda na região.

Foram eleitos para compor a Comissão Executiva Municipal: Luiz André Moresi (Presidente), José Pereira da Silva (Vice-presidente), Dr. José Severino da Silva (Secretaria de Organização), Eldo Ferreira da Silva Filho (Secretaria de Finanças), Dra. Crislaine Lazari (Secretaria das Mulheres),  Débora Aparecida Peres (Secretaria de Comunicação)  e Roberto Ferreira dos Santos, “Betinho Zulu” (Secretaria da Juentude)

Avanço – Com a eleição da nova direção, o PCdoB de Jacareí deixará de ser comissão provisória e passa a ter sua direção completa, com a responsabilidade de conduzir os trabalhos do partido nos próximos dois anos

Expansão – O presidente eleito explicou que a nova direção terá a função de continuar a construção partidária, expandir o quadro de filiados, hoje com cerca de 530 filiados e organizar o partido para a eleição de 2012, na qual apresentará propostas e candidatos e candidatas.

Claudio Silva, ex-presidente, que segue na direção estadual e na coordenação do PCdoB na região do Vale do Paraíba, Serra da Mantiqueira e Litoral Norte, informou que em 2012 o partido estará presente na disputa eleitoral em diversas cidades da região com o objetivo de eleger vereadores e prefeitos.

Experiência – O novo presidente do PCdoB de Jacareí, Luiz André Sousa Moresi, é ativista social e militante dos Direitos Humanos. Fez parte do PT durante 21 anos, foi Assessor de Juventude e Coordenador da Casa da Juventude da Prefeitura de Jacareí, trabalhou na administração de Marta Suplicy na capital paulista, foi integrante do movimento estudantil e líder do movimento do Passe-Livre (na década de 90) no município.

Atualmente é presidente da ONG REVIDA. Em 2010 foi o organizador do maior movimento social de rua da história de Jacareí, a Parada LGBT, com a participação de 30 mil pessoas. Em junho desse ano, protagonizou um fato histórico com repercussão internacional ao conseguir na justiça a autorização para o primeiro casamento entre pessoas do mesmo sexo do Brasil, decisão essa que possibilitou o reconhecimento pleno de cerca de 112 direitos, antes negados.

Marta suplicy – Luiz e Sergio homenageiam Marta

Luiz e Sergio homenageiam Marta

Postado em 05/07/2011 por Equipe Marta

Luiz André de Rezende Moresi, 37 anos, e José Sérgio Santos de Sousa, 29, com a certidão de casamento em mãos, estiveram com a senadora Marta Suplicy (PT-SP) na noite de ontem (4) no estúdio da Rede TV, gravando o programa da Hebe, que vai ao ar, nesta-terça (5), às 22h. Durante o programa, apresentaram a certidão de casamento em “homenagem a Marta”.

Segundo eles, “Marta foi a grande lutadora” para que hoje tivessem reconhecidos seus direitos na união estável.

Luiz e Sérgio vivem juntos há oito anos, e adotaram como sobrenome “Sousa Moresi”. A união estável deles era reconhecida desde maio deste ano. Agora, o casamento civil garante, pelas leis brasileiras, que nenhum deles poderá ser excluído de uma eventual herança, entre outros direitos.

Parceria civil – Quando deputada, em 1995, Marta apresentou o projeto de lei da parceria civil, prevendo que pessoas do mesmo sexo poderiam firmar um contrato que as resguardasse em relação a questões como direito de herança, por exemplo.

A proposta, avançada para época, suscitou amplo debate na sociedade brasileira. Mesmo sem ser aprovada, sua discussão, anos a fio, deu mais visibilidade para a questão dos direitos da população LGBT.

Marta militou pela aprovação do projeto por mais de década, em entrevistas, participando de Paradas em São Paulo. E enquanto se discutia a questão de direitos de homossexuais em jornais, revistas, rádios e telejornais o tema foi ganhando espaços, chegou à teledramaturgia.

O Judiciário, acompanhando a evolução dos costumes em sociedade, passou a conferir sentenças históricas.

Hoje, o projeto de parceria civil é ultrapassado, em relação ao que o Judiciário já aprova: de união estável a adoção de crianças por casais homoafetivos.

No entanto, Marta diz que “o Legislativo se apequenou; se acovardou” e não aprovou sequer a parceria civil.

Homofobia – No programa da Hebe desta noite, a questão da homofobia é tratada com muita sensibilidade.

A produção gravou depoimentos fortes, de mães que em primeiro momento reagiram mal sobre a sexualidade de seus filhos, mas superaram o medo e hoje aceitam sua família como ela é. São felizes e lutam pelos direitos dos seus filhos.

Marta voltou a defender a criminalização da homofobia, num bate-papo que contou, além de Hebe, com os convidados José Simão e Barbara Gancia, colunistas da Folha de S. Paulo, e Sabrina Sato, do Pânico na TV.

No início do programa, Hebe, Marta, Barbara e Sabrina entrevistam José Simão.

Rede TV: Programa da Hebe, às 22h, em São Paulo pelos canais 9 (TV aberta); 22 da Sky; 20 da NET. Internet: http://www.redetv.com.br/

Foto: Marta e o primeiro casal gay que conseguiu se casar no Brasil, depois da recente decisão do STF de reconhecimento das relações homoafetivas/ Montserrat Bevilaqua

Fonte: Assessoria de Comunicação da senadora Marta Suplicy (PT-SP)

Nota Oficial da ABGLT sobre a suspensão do kit educativo do projeto Escola Sem Homofobia

..:: REVIDA – ONG Reintegrando Vidas ::...

Nota Oficial da ABGLT sobre a suspensão do kit educativo do projeto Escola Sem Homofobia
25/05/2011

 

Apesar de entender que houve suspensão, e não cancelamento, do kit, até porque o material ainda não está disponível para uso nas escolas e aguarda a análise do Comitê de Publicações do Ministério da Educação, a ABGLT considera que sua suspensão representa um retrocesso no combate a um problema – a discriminação e a violência homofóbica – que macula a imagem do Brasil internacionalmente no que tange ao respeito aos direitos humanos.

Este episódio infeliz traz à tona uma tendência maléfica crescente e preocupante na sociedade brasileira. O Decreto nº 119-A, de 17 de janeiro de 1890, estabeleceu a definitiva separação entre a Igreja e o Estado, tornando o Brasil um país laico e não confessional. Um princípio básico do estado republicano está sendo ameaçado pela chantagem praticada hoje contra o governo federal pela bancada religiosa fundamentalista e seus apoiadores no Congresso Nacional. O fundamentalismo de qualquer natureza, inclusive o religioso, é um fenômeno maligno atentatório aos princípios da democracia, um retrocesso inaceitável para os direitos humanos.

Os mesmos que queimaram os homossexuais, mulheres e crentes de outras religiões na fogueira da Inquisição na idade média estão nos ceifando no Brasil da atualidade. Segundo dados do Grupo Gay da chia, a cada dois dias uma pessoa LGBT é assassinada no Brasil por causa de sua orientação sexual ou identidade de gênero. É preciso que sejam tomadas medidas concretas urgentes para reverter esse quadro, que é uma vergonha internacional para o Brasil.

Uma forma essencial de fazer isso é através da educação. E por este motivo o kit educativo do projeto Escola Sem Homofobia foi construído exaustivamente por especialistas, com constante acompanhamento do Ministério da Educação, e com base em dados científicos. Entre estes são os resultados de diversos estudos realizados e publicados no Brasil na última década.

A pesquisa intitulada “Juventudes e Sexualidade”, realizada pela UNESCO e publicada em 2004, foi aplicada em 241 escolas públicas e privadas em 14 capitais brasileiras. Segundo resultados da pesquisa, 39,6% dos estudantes masculinos não gostariam de ter um colega de classe homossexual, 35,2% dos pais não gostariam que seus filhos tivessem um colega de classe homossexual, e 60% dos professores afirmaram não ter conhecimento o suficiente para lidar com a questão da homossexualidade na sala de aula.

O estudo “Revelando Tramas, Descobrindo Segredos: Violência e Convivência nas Escolas”, publicado em 2009 pela Rede de Informação Tecnológica Latino-Americana, baseada em uma amostra de 10 mil estudantes e 1.500 professores(as) do Distrito Federal, e apontou que 63,1% dos entrevistados alegaram já ter visto pessoas que são (ou são tidas como) homossexuais sofrerem preconceito; mais da metade dos/das professores(as) afirmam já ter presenciado cenas discriminatórias contra homossexuais nas escolas; e 44,4% dos meninos e 15% das meninas afirmaram que não gostariam de ter colega homossexual na sala de aula.

A pesquisa “Preconceito e Discriminação no Ambiente Escolar” realizada pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas, e também publicada em 2009, baseou-se em uma amostra nacional de 18,5 mil alunos, pais e mães, diretores, professores e funcionários, e revelou que 87,3% dos entrevistados têm preconceito com relação à orientação sexual e identidade de gênero.

A Fundação Perseu Abramo publicou em 2009 a pesquisa “Diversidade Sexual e Homofobia no Brasil: intolerância e respeito às diferenças sexuais”, que indicou que 92% da população reconheceram que existe preconceito contra LGBT e que 28% reconheceram e declarou o próprio preconceito contra pessoas LGBT, percentual este cinco vezes maior que o preconceito contra negros e idosos, também identificado pela Fundação.

Estas e outras pesquisas comprovam indubitavelmente que a discriminação homofóbica existe na sociedade é tem um forte reflexo nas escolas. Eis a razão e a justificativa da elaboração do kit educativo do projeto Escola Sem Homofobia.

Com a suspensão do kit, os jovens alunos e alunas das escolas públicas do Ensino Médio ficarão privados de acesso a informação privilegiada para a formação do caráter e da consciência de cidadania de uma nova geração.

Em resposta às críticas ao kit, informamos que o material foi analisado pelo Departamento de Justiça, Classificação, Títulos e Qualificação do Ministério da Justiça, que faz a “classificação indicativa” (a idade recomendada para assistir a um filme ou programa de televisão). Todos os vídeos do kit tiveram classificação livre, revelando inquestionavelmente as mentiras, deturpações e distorções por parte de determinados parlamentares e líderes religiosos inescrupulosos, que além de substituírem as peças do kit por outras de teor diferente com o objetivo de mobilizar a opinião pública contrária, na semana passada afirmaram que haveria cenas de sexo explícito ou de beijos lascivos nas peças audiovisuais do kit.

O kit educativo foi avaliado pelo Conselho Federal de Psicologia, pela UNESCO e pelo UNAIDS, e teve parecer favorável das três instituições. Recebeu o apoio declarado do CEDUS – Centro de Educação Sexual, da União Nacional dos Estudantes, da União Brasileira dos Estudantes Secundaristas, e foi objeto de uma audiência pública promovida pela Procuradoria Federal dos Direitos do Cidadão, cujo parecer também foi favorável. Ainda, teve uma moção de apoio aprovada pela Conferência Nacional de Educação, da qual participaram três mil delegados e delegadas representantes de todas as regiões do país, estudantes, professores e demais profissionais da área.

Ou seja, tem-se comprovado, por diversas fontes devidamente qualificadas e respeitadas, como base em informações científicas, que o material está perfeitamente adequado para o Ensino Médio, a que se destina.

Os direitos humanos são indivisíveis e universais. Isso significa que são iguais para todas as pessoas, indiscriminadamente. Os direitos humanos de um determinado segmento da sociedade não podem, jamais, virar moeda de troca nas negociações políticas. Esperamos que a suspensão do kit não tenha acontecido por este motivo e relembramos o discurso da posse da Presidenta no qual afirmou a defesa intransigente dos direitos humanos.

Esperamos que a Presidenta Dilma mantenha o diálogo com todos os setores envolvidos neste debate e que respeite o movimento social LGBT. Da mesma forma que há parlamentares contrários à igualdade de direitos da população LGBT, há 175 nesta nova legislatura que já integraram a Frente Parlamentar pela Cidadania LGBT, e que com certeza gostariam de ter a mesma oportunidade para se manifestarem em audiência com a Presidenta, o mais brevemente possível.

A Presidenta Dilma tem assinalado que seu governo está comprometido com a efetiva garantia da cidadania plena da população LGBT, por meio das ações afirmativas de seus ministérios. Na semana passada, na ocasião do Dia Internacional contra a Homofobia, a ABGLT foi recebida por 12 ministérios do Governo Dilma, onde um item comum em todas as pautas foi o cumprimento do Plano Nacional de Promoção da Cidadania e Direitos Humanos de LGBT. Também na semana passada, por meio de Decreto, a Presidenta convocou a 2ª Conferência Nacional LGBT. Porem, com a atitude demonstrada no dia de hoje acreditamos estar na contramão dos direitos humanos, retrocedendo nos avanços dos últimos anos. Exigimos que este governo não recue da defesa dos direitos humanos, não vacile e não sucumba diante da chantagem e do obscurantismo de uma minoria perversa de parlamentares e líderes fundamentalistas mal intencionados.

Esperamos que a Presidenta da República reconsidere sua posição de suspender o kit do projeto Escola Sem Homofobia, para restabelecer a conclusão e subsequente disponibilização do mesmo junto às escolas públicas brasileiras do ensino médio. Esperamos também que estabeleça o diálogo com técnicos e especialistas no assunto. Estamos abertos ao diálogo e esperamos que nossa disposição neste sentido seja retribuída o mais rapidamente possível, sendo recebidos em audiência pela Presidenta Dilma e pela Secretaria-Geral da Presidência da República e que a mesma reveja sua posição.


Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais

25 de maio de 2011

Links para os vídeos do kit educativo do projeto Escola Sem Homofobia:

ENCONTRANDO BIANCA

http://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=A_0g9BEPVEA

PROBABILIDADE http://www.youtube.com/watch?v=tKFzCaD7L1U&feature=related

TORPEDO http://www.youtube.com/watch?v=hKJjOJlEw_U&feature=related

Autor / Fonte: ABGLT

Participe da oficina do projeto “Justiça e Direitos Humanos”

ONG REVIDA de Jacareí-SP realiza no domingo, dia 15 de maio, das 14h às 20h a última de cinco oficinas de Direitos Humanos em DST/HIV/aids do projeto “Justiça e Direitos Humanos: Garantia de Cidadania”, financiado pelo Departamento Nacional DST/aids e Hepatites Virais do Ministério da Saúde e o Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (UNODC). Esse evento também fará parte das comemorações do Dia (Mundial, Brasileiro e Municipal) de Luta Contra a Homofobia, que é celebrado sempre no dia 17 de maio.

A oficina terá como objetivo a capacitação e sensibilização em Direitos Humanos em DST/HIV/aids e a formação de uma rede de multiplicadores de políticas públicas de Direitos Humanos e Cidadania. É destinada ao público em geral e terá a duração de 6 horas, onde haverá palestras, bate papo e informações sobre a legislação referente à epidemia da aids e os direitos das pessoas que vivem e convivem com o vírus.

Luiz André Moresi, presidente da ONG REVIDA e um dos palestrantes do evento, ressalta a importância de se participar de uma oficina como essa. “A aids é uma doença que, mesmo com o avanço da medicina, que com os coquetéis e o diagnóstico precoce tem prolongado a sobrevivência, ainda não tem cura e continua matando, sem contar o preconceito gerado principalmente pelo desconhecimento.” Pretende-se também com o evento discutir formas de atuação e formação de uma rede de multiplicadores de cidadania e dos Direitos Humanos, “principalmente com o público em condição de maior vulnerabilidade social, como os homens que fazem sexo com homens, as travestis e transexuais e profissionais do sexo”, enfatiza Luiz André. Na atividade também será apresentado os conceitos de orientação sexual, identidades sexuais e de gênero e estratégias de como se combater o preconceito e a homofobia.

A oficina contará ainda com a presença da advogada e assessora jurídica da ONG,Andréia Capucci, que apresentará a legislação e os direitos das pessoas que vivem e convivem com o vírus da aids. A advogada afirma que para combater o vírus e o preconceito “é necessário saber os direitos que as pessoas portadoras do vírus têm, conhecendo as leis, decretos e portarias”.

O evento acontecerá no salão do Piazza Hotel, centro, destinado a 40 pessoas e é gratuito, sendo obrigatória a inscrição até dia 14, sábado.

SERVIÇO: 
Oficina de Direitos Humanos em DST/HIV/aids
Quando: Dia 15 de Maio – DOMINGO

Local: Piazza Hotel (Praça dos Três Poderes, 08 Centro Jacareí – SP)

Horário: Das 14h às 20h

Inscrição: O/A interessado/a deverá solicitar ficha de inscrição pelo e-mail/MSN ongrevida@hotmail.com ou pelos telefones (12) 3354-9800 e 9757-0686

 

Autor / Fonte: ONG REVIDAo Vidas ::...

Defensores da Cidadania

No dia 07/02 iniciei o curso Defensores da Cidadania que está em sua décima edição. Lembro quando a prefeitura de Jacareí, através da Secretaria de Assistência Social e Cidadania lançou essa importante ação visando criar uma rede de defensores dos direitos humanos.  Eu trabalhava na Secretaria, era assessor de juventude.

De lá pra cá mais de 800 pessoas fizeram o curso. 

Mas a pergunta que não quer calar: Onde estão os defensores da cidadania de Jacareí?

Pergunto isso porque vejo que em nossa cidade quase não há organizações de defesa dos direitos humanos. De Assistência Social e assistencialista temos muitas. Constato também que não temos conselhos importantes para se garantir a defesa da cidadania, como o Conselho da Juventude, da Mulher, da Igualdade Racial, o Conselho LGBT e tão pouco o Conselho Municipal dos Direitos Humanos.

Vejo ainda que falta no executivo municipal alguns órgãos que poderiam contribuir para a garantia plena dos Direitos Humanos em nossa cidade, como assessorias ou coordenadorias temáticas e setoriais. Muitas cidades têm a Coordenadoria da Mulher, do Negro e Negra, da Juventude, LGBT ou da Diversidade Sexual, da Participação Popular, entre outras. E mesmo no Orçamento Participativo, espaço construído para garantir a participação da população na decisão do orçamento municipal, visualizo que as discussões temáticas ainda não foram implantadas, nesses já 10 anos de realização desse instrumento cidadão.

Aproveito aqui para fazer duas provocações. Vamos lá:

1ª provocação – Prefeito Hamilton, Vereadores, Secretários Municipais, entidades de classe, entidades sociais e assistênciais, sindicatos e jacareienses comprometidos com os Direitos Humanos, incluindo os mais de 800 que já fizeram o curso Defensores da Cidadania, vamos criar em nossa Jacareí o Conselho Municipal dos Direitos Humanos, garantindo a participação das várias áreas temáticas e setoriais da nossa sociedade?

2ª provocação: Em um artigo no Jornal Valeparaibano de agosto de 2009, “Quem participa, decide!”, escrevi sobre a relevãncia do Orçamento Participativo em nossa cidade e indiquei a necessidade de se ter áreas temáticas e setoriais no OP. Que é significativo discutir obras, mas também serviços, projetos, programas, políticas públicas sociais e setoriais. Então, que tal, se agentes políticos da cidade levarem para as plenárias do OP a importância de se ter as reuniões temáticas e setoriais, como  “criança e adolescente, juventude, mulheres, educação, saúde, assistência social, cultura, etc?”… Assim, tenho certeza, a participação popular seria ampliada e a democracia participativa , de fato, aplicada na construção do Orçamento Municipal. Que tal?

É isso, algumas inquietações que me levam a fazer indagações. Mas, acima de tudo, fazer proposições. Sou assim, me enche de alegria a possibilidade de poder ajudar com ideias, naquilo que aponto e critico. Penso que, se está bom, pode ficar melhor ainda.

Afinal, sou Jacareiense de Coração!

Luiz André Moresi