Ativista LGBT assume a presidência do PC do B

6 de Agosto de 2011 | 11h38

Por Fernanda Goulart

Divulgação


Nova diretoria será comandada
pelo presidente, Luiz André
Moresi

O ativista dos direitos LGBT (de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis, Transexuais e Transgêneros), Luiz André Moresi, assumiu a presidência do PC do B (Partido Comunista do Brasil). No último domingo (21), a legenda elegeu os novos dirigentes da executiva municipal que é composta por oito integrantes.

Ex-petista, o novo presidente do diretório adianta ser pré-candidato a vereador e afirma ter como meta continuar a expansão do partido. Sobre a saída do PT (Partido dos Trabalhadores), onde esteve filiado por mais de 20 anos, ele atribuí à discordância com a atuação do PT na cidade.
“O PC do B tem história e missão. Vamos continuar o trabalho para fazer com que o partido cresça mais para o processo eleitoral do ano que vem. A minha causa é a mesma, só resolvi mudar o caminho. O PT já não satisfazia os meus sonhos e meus desejos”, afirma.
Sobre o pleito eleitoral de 2012, Moresi ressalta que o PC do B ainda não definiu se terá candidato próprio e que a decisão também depende do projeto de extinção das coligações proporcionais, em discussão no Congresso Nacional. No entanto, ele adianta que o partido se organiza para definir outros possíveis candidatos a vereador.
“Em Jacareí estamos organizando o partido para o processo eleitoral. Vamos preparar uma chapa de candidatos, constituir um projeto e levar à população”, diz ele, acrescentando ainda que pretende que o partido deixe de ser uma comissão provisória e passe a ter uma direção permanente completa.
NOMES – A conferência municipal do PC do B contou com a presença de cerca de 70 dos 530 filiados. Na ocasião, foram eleitos para compor a Comissão Executiva: Luiz André Moresi (presidente), José Pereira da Silva (vice-presidente), dr. José Severino da Silva (secretaria de organização), Eldo Ferreira da Silva Filho (secretaria de finanças), dra. Crislaine Lazari (secretaria das mulheres), Débora Aparecida Peres (secretaria de comunicação)  e Roberto Ferreira dos Santos, o ‘Betinho Zulu’ (secretaria da juventude).
O próximo evento do partido é a Conferência Estadual que acontece nos dias 3 e 4 de setembro, em São Paulo.

Fonte: Diário de Jacareí

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PC do B de Jacareí elege nova direção

Partido elegeu o seu Comitê Municipal, composto por 23 membros, e se prepara para disputar eleições municipais

O PC do B de Jacareí realizou, na manhã do domingo (21),  a Conferência Municipal e elegeu sua nova direção na cidade, chamada no partido de Comitê Municipal.

O comitê é composto por sete dirigentes da executiva municipal, 11 pessoas do Conselho Político e mais cinco membros, além de cinco suplentes.

A Conferência contou com a presença de cerca de 70 filiados e convidados e ainda elegeu quatro delegados(a) para a Conferência Estadual, em  São Paulo, nos dias 03 e 04 de setembro.

O novo presidente do partido na cidade é Luiz André Moresi, ativista social, que assumiu o cargo exercido por Cláudio Silva, que por sua vez coordena a legenda na região.

Foram eleitos para compor a Comissão Executiva Municipal: Luiz André Moresi (Presidente), José Pereira da Silva (Vice-presidente), Dr. José Severino da Silva (Secretaria de Organização), Eldo Ferreira da Silva Filho (Secretaria de Finanças), Dra. Crislaine Lazari (Secretaria das Mulheres),  Débora Aparecida Peres (Secretaria de Comunicação)  e Roberto Ferreira dos Santos, “Betinho Zulu” (Secretaria da Juentude)

Avanço – Com a eleição da nova direção, o PCdoB de Jacareí deixará de ser comissão provisória e passa a ter sua direção completa, com a responsabilidade de conduzir os trabalhos do partido nos próximos dois anos

Expansão – O presidente eleito explicou que a nova direção terá a função de continuar a construção partidária, expandir o quadro de filiados, hoje com cerca de 530 filiados e organizar o partido para a eleição de 2012, na qual apresentará propostas e candidatos e candidatas.

Claudio Silva, ex-presidente, que segue na direção estadual e na coordenação do PCdoB na região do Vale do Paraíba, Serra da Mantiqueira e Litoral Norte, informou que em 2012 o partido estará presente na disputa eleitoral em diversas cidades da região com o objetivo de eleger vereadores e prefeitos.

Experiência – O novo presidente do PCdoB de Jacareí, Luiz André Sousa Moresi, é ativista social e militante dos Direitos Humanos. Fez parte do PT durante 21 anos, foi Assessor de Juventude e Coordenador da Casa da Juventude da Prefeitura de Jacareí, trabalhou na administração de Marta Suplicy na capital paulista, foi integrante do movimento estudantil e líder do movimento do Passe-Livre (na década de 90) no município.

Atualmente é presidente da ONG REVIDA. Em 2010 foi o organizador do maior movimento social de rua da história de Jacareí, a Parada LGBT, com a participação de 30 mil pessoas. Em junho desse ano, protagonizou um fato histórico com repercussão internacional ao conseguir na justiça a autorização para o primeiro casamento entre pessoas do mesmo sexo do Brasil, decisão essa que possibilitou o reconhecimento pleno de cerca de 112 direitos, antes negados.

Marta suplicy – Luiz e Sergio homenageiam Marta

Luiz e Sergio homenageiam Marta

Postado em 05/07/2011 por Equipe Marta

Luiz André de Rezende Moresi, 37 anos, e José Sérgio Santos de Sousa, 29, com a certidão de casamento em mãos, estiveram com a senadora Marta Suplicy (PT-SP) na noite de ontem (4) no estúdio da Rede TV, gravando o programa da Hebe, que vai ao ar, nesta-terça (5), às 22h. Durante o programa, apresentaram a certidão de casamento em “homenagem a Marta”.

Segundo eles, “Marta foi a grande lutadora” para que hoje tivessem reconhecidos seus direitos na união estável.

Luiz e Sérgio vivem juntos há oito anos, e adotaram como sobrenome “Sousa Moresi”. A união estável deles era reconhecida desde maio deste ano. Agora, o casamento civil garante, pelas leis brasileiras, que nenhum deles poderá ser excluído de uma eventual herança, entre outros direitos.

Parceria civil – Quando deputada, em 1995, Marta apresentou o projeto de lei da parceria civil, prevendo que pessoas do mesmo sexo poderiam firmar um contrato que as resguardasse em relação a questões como direito de herança, por exemplo.

A proposta, avançada para época, suscitou amplo debate na sociedade brasileira. Mesmo sem ser aprovada, sua discussão, anos a fio, deu mais visibilidade para a questão dos direitos da população LGBT.

Marta militou pela aprovação do projeto por mais de década, em entrevistas, participando de Paradas em São Paulo. E enquanto se discutia a questão de direitos de homossexuais em jornais, revistas, rádios e telejornais o tema foi ganhando espaços, chegou à teledramaturgia.

O Judiciário, acompanhando a evolução dos costumes em sociedade, passou a conferir sentenças históricas.

Hoje, o projeto de parceria civil é ultrapassado, em relação ao que o Judiciário já aprova: de união estável a adoção de crianças por casais homoafetivos.

No entanto, Marta diz que “o Legislativo se apequenou; se acovardou” e não aprovou sequer a parceria civil.

Homofobia – No programa da Hebe desta noite, a questão da homofobia é tratada com muita sensibilidade.

A produção gravou depoimentos fortes, de mães que em primeiro momento reagiram mal sobre a sexualidade de seus filhos, mas superaram o medo e hoje aceitam sua família como ela é. São felizes e lutam pelos direitos dos seus filhos.

Marta voltou a defender a criminalização da homofobia, num bate-papo que contou, além de Hebe, com os convidados José Simão e Barbara Gancia, colunistas da Folha de S. Paulo, e Sabrina Sato, do Pânico na TV.

No início do programa, Hebe, Marta, Barbara e Sabrina entrevistam José Simão.

Rede TV: Programa da Hebe, às 22h, em São Paulo pelos canais 9 (TV aberta); 22 da Sky; 20 da NET. Internet: http://www.redetv.com.br/

Foto: Marta e o primeiro casal gay que conseguiu se casar no Brasil, depois da recente decisão do STF de reconhecimento das relações homoafetivas/ Montserrat Bevilaqua

Fonte: Assessoria de Comunicação da senadora Marta Suplicy (PT-SP)

Nota Oficial da ABGLT sobre a suspensão do kit educativo do projeto Escola Sem Homofobia

..:: REVIDA – ONG Reintegrando Vidas ::...

Nota Oficial da ABGLT sobre a suspensão do kit educativo do projeto Escola Sem Homofobia
25/05/2011

 

Apesar de entender que houve suspensão, e não cancelamento, do kit, até porque o material ainda não está disponível para uso nas escolas e aguarda a análise do Comitê de Publicações do Ministério da Educação, a ABGLT considera que sua suspensão representa um retrocesso no combate a um problema – a discriminação e a violência homofóbica – que macula a imagem do Brasil internacionalmente no que tange ao respeito aos direitos humanos.

Este episódio infeliz traz à tona uma tendência maléfica crescente e preocupante na sociedade brasileira. O Decreto nº 119-A, de 17 de janeiro de 1890, estabeleceu a definitiva separação entre a Igreja e o Estado, tornando o Brasil um país laico e não confessional. Um princípio básico do estado republicano está sendo ameaçado pela chantagem praticada hoje contra o governo federal pela bancada religiosa fundamentalista e seus apoiadores no Congresso Nacional. O fundamentalismo de qualquer natureza, inclusive o religioso, é um fenômeno maligno atentatório aos princípios da democracia, um retrocesso inaceitável para os direitos humanos.

Os mesmos que queimaram os homossexuais, mulheres e crentes de outras religiões na fogueira da Inquisição na idade média estão nos ceifando no Brasil da atualidade. Segundo dados do Grupo Gay da chia, a cada dois dias uma pessoa LGBT é assassinada no Brasil por causa de sua orientação sexual ou identidade de gênero. É preciso que sejam tomadas medidas concretas urgentes para reverter esse quadro, que é uma vergonha internacional para o Brasil.

Uma forma essencial de fazer isso é através da educação. E por este motivo o kit educativo do projeto Escola Sem Homofobia foi construído exaustivamente por especialistas, com constante acompanhamento do Ministério da Educação, e com base em dados científicos. Entre estes são os resultados de diversos estudos realizados e publicados no Brasil na última década.

A pesquisa intitulada “Juventudes e Sexualidade”, realizada pela UNESCO e publicada em 2004, foi aplicada em 241 escolas públicas e privadas em 14 capitais brasileiras. Segundo resultados da pesquisa, 39,6% dos estudantes masculinos não gostariam de ter um colega de classe homossexual, 35,2% dos pais não gostariam que seus filhos tivessem um colega de classe homossexual, e 60% dos professores afirmaram não ter conhecimento o suficiente para lidar com a questão da homossexualidade na sala de aula.

O estudo “Revelando Tramas, Descobrindo Segredos: Violência e Convivência nas Escolas”, publicado em 2009 pela Rede de Informação Tecnológica Latino-Americana, baseada em uma amostra de 10 mil estudantes e 1.500 professores(as) do Distrito Federal, e apontou que 63,1% dos entrevistados alegaram já ter visto pessoas que são (ou são tidas como) homossexuais sofrerem preconceito; mais da metade dos/das professores(as) afirmam já ter presenciado cenas discriminatórias contra homossexuais nas escolas; e 44,4% dos meninos e 15% das meninas afirmaram que não gostariam de ter colega homossexual na sala de aula.

A pesquisa “Preconceito e Discriminação no Ambiente Escolar” realizada pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas, e também publicada em 2009, baseou-se em uma amostra nacional de 18,5 mil alunos, pais e mães, diretores, professores e funcionários, e revelou que 87,3% dos entrevistados têm preconceito com relação à orientação sexual e identidade de gênero.

A Fundação Perseu Abramo publicou em 2009 a pesquisa “Diversidade Sexual e Homofobia no Brasil: intolerância e respeito às diferenças sexuais”, que indicou que 92% da população reconheceram que existe preconceito contra LGBT e que 28% reconheceram e declarou o próprio preconceito contra pessoas LGBT, percentual este cinco vezes maior que o preconceito contra negros e idosos, também identificado pela Fundação.

Estas e outras pesquisas comprovam indubitavelmente que a discriminação homofóbica existe na sociedade é tem um forte reflexo nas escolas. Eis a razão e a justificativa da elaboração do kit educativo do projeto Escola Sem Homofobia.

Com a suspensão do kit, os jovens alunos e alunas das escolas públicas do Ensino Médio ficarão privados de acesso a informação privilegiada para a formação do caráter e da consciência de cidadania de uma nova geração.

Em resposta às críticas ao kit, informamos que o material foi analisado pelo Departamento de Justiça, Classificação, Títulos e Qualificação do Ministério da Justiça, que faz a “classificação indicativa” (a idade recomendada para assistir a um filme ou programa de televisão). Todos os vídeos do kit tiveram classificação livre, revelando inquestionavelmente as mentiras, deturpações e distorções por parte de determinados parlamentares e líderes religiosos inescrupulosos, que além de substituírem as peças do kit por outras de teor diferente com o objetivo de mobilizar a opinião pública contrária, na semana passada afirmaram que haveria cenas de sexo explícito ou de beijos lascivos nas peças audiovisuais do kit.

O kit educativo foi avaliado pelo Conselho Federal de Psicologia, pela UNESCO e pelo UNAIDS, e teve parecer favorável das três instituições. Recebeu o apoio declarado do CEDUS – Centro de Educação Sexual, da União Nacional dos Estudantes, da União Brasileira dos Estudantes Secundaristas, e foi objeto de uma audiência pública promovida pela Procuradoria Federal dos Direitos do Cidadão, cujo parecer também foi favorável. Ainda, teve uma moção de apoio aprovada pela Conferência Nacional de Educação, da qual participaram três mil delegados e delegadas representantes de todas as regiões do país, estudantes, professores e demais profissionais da área.

Ou seja, tem-se comprovado, por diversas fontes devidamente qualificadas e respeitadas, como base em informações científicas, que o material está perfeitamente adequado para o Ensino Médio, a que se destina.

Os direitos humanos são indivisíveis e universais. Isso significa que são iguais para todas as pessoas, indiscriminadamente. Os direitos humanos de um determinado segmento da sociedade não podem, jamais, virar moeda de troca nas negociações políticas. Esperamos que a suspensão do kit não tenha acontecido por este motivo e relembramos o discurso da posse da Presidenta no qual afirmou a defesa intransigente dos direitos humanos.

Esperamos que a Presidenta Dilma mantenha o diálogo com todos os setores envolvidos neste debate e que respeite o movimento social LGBT. Da mesma forma que há parlamentares contrários à igualdade de direitos da população LGBT, há 175 nesta nova legislatura que já integraram a Frente Parlamentar pela Cidadania LGBT, e que com certeza gostariam de ter a mesma oportunidade para se manifestarem em audiência com a Presidenta, o mais brevemente possível.

A Presidenta Dilma tem assinalado que seu governo está comprometido com a efetiva garantia da cidadania plena da população LGBT, por meio das ações afirmativas de seus ministérios. Na semana passada, na ocasião do Dia Internacional contra a Homofobia, a ABGLT foi recebida por 12 ministérios do Governo Dilma, onde um item comum em todas as pautas foi o cumprimento do Plano Nacional de Promoção da Cidadania e Direitos Humanos de LGBT. Também na semana passada, por meio de Decreto, a Presidenta convocou a 2ª Conferência Nacional LGBT. Porem, com a atitude demonstrada no dia de hoje acreditamos estar na contramão dos direitos humanos, retrocedendo nos avanços dos últimos anos. Exigimos que este governo não recue da defesa dos direitos humanos, não vacile e não sucumba diante da chantagem e do obscurantismo de uma minoria perversa de parlamentares e líderes fundamentalistas mal intencionados.

Esperamos que a Presidenta da República reconsidere sua posição de suspender o kit do projeto Escola Sem Homofobia, para restabelecer a conclusão e subsequente disponibilização do mesmo junto às escolas públicas brasileiras do ensino médio. Esperamos também que estabeleça o diálogo com técnicos e especialistas no assunto. Estamos abertos ao diálogo e esperamos que nossa disposição neste sentido seja retribuída o mais rapidamente possível, sendo recebidos em audiência pela Presidenta Dilma e pela Secretaria-Geral da Presidência da República e que a mesma reveja sua posição.


Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais

25 de maio de 2011

Links para os vídeos do kit educativo do projeto Escola Sem Homofobia:

ENCONTRANDO BIANCA

http://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=A_0g9BEPVEA

PROBABILIDADE http://www.youtube.com/watch?v=tKFzCaD7L1U&feature=related

TORPEDO http://www.youtube.com/watch?v=hKJjOJlEw_U&feature=related

Autor / Fonte: ABGLT

Jacareí define tema da Parada LGBT desse ano

Tema da 2ª Parada LGBT de Jacareí é definido e denuncia que na região do Vale do Paraíba a homofobia também mata.

Em reunião aberta, realizada nessa terça-feira, 1º de março, membros da ONG REVIDA, população LGBT – Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis, Transexuais e Transgêneros – e apoiadores definiram, depois de muito debate, o tema e o lema da 2ª edição da Parada LGBT de Jacareí e Vale do Paraíba. 

Com o objetivo de denunciar que na região do Vale do Paraíba, Litoral Norte e Serra da Mantiqueira, a homofobia existe e pior, que mata, os participantes definiram que o tema desse ano será “Aqui a Homofobia Também Mata” e para ajudar no debate o lema “Na Luta Contra as Violências, o Amor é o que Vale. Exigimos Direitos e Queremos Respeito!”

“Queremos com o tema fazer uma denúncia à sociedade, que em nossas cidades, a homofobia além de maltratar e machucar, também mata”, afirma Luiz André Moresi, presidente da ONG REVIDA, organizadora do evento. A entidade também realizará, além da Parada, a 2ª Semana da Diversidade Sexual de Jacareí. 

Quanto ao lema, que ajuda a reflexão da proposta, Luiz André enfatiza que é preciso que a sociedade “perceba e se sensibilize com a necessidade de se combater a maneira como conservadores e fundamentalistas se utilizam da cultura religiosa do povo para, no Congresso Nacional, barrar o avanço de legislações anti-discriminatórias, como por exemplo, a aprovação do PLC 122/2006, projeto de lei originária da Câmara dos Deputados, de autoria da ex-deputada federal Iara Bernardi e que prevê a criminalização da homofobia”, explica o organizador. 

Ainda sobre o lema, os organizadores explicam que é necessário pensar que muitas são as violências praticadas contra a população LGBT e que em alguns casos há a duplicidade de atos violentos, como os praticados contra as mulheres que são lésbicas, contra os negros e as negras que são homossexuais, a juventude e adolescentes e principalmente contra as travestis e transexuais, alvo mais freqüente do absurdo homofóbico. 

Nesse ano a Parada será realizada no dia 07 de agosto, primeiro domingo do mês, precedida da 2ª Semana da Diversidade Sexual de Jacareí, com a realização de atividades como a Miss Gay, encontro para profissionais da área de saúde, educação e assistência social, oficinas de sexo seguro e montagem de Drag Queens, além de exibição de filme e debate sobre políticas públicas para a população LGBT. 

Como no ano passado, que reuniu 30 mil participantes, os organizadores irão manter shows de Drags Queens, apresentação de artistas regionais e do cenário LGBT nacional, além de DJs e dançarinos. Haverá trio elétrico e palco para as apresentações. Os organizadores devem decidir o trajeto da caminhada em outra oportunidade, junto com o Departamento de Trânsito da Prefeitura de Jacareí. Informações podem ser obtidas no site www.revida.org e contatos para patrocínios através dos telefones (12) 3354-9800 e (12) 9757-0686. 

SERVIÇO
2ª Parada LGBT de Jacareí e Vale do Paraíba Quando: 07 de agosto de 2010 
Tema: “Aqui a Homofobia Também Mata” 
Lema: “Na Luta Contra as Violências, o Amor é o que Vale. Exigimos Direitos e Queremos Respeito!” 
Informações: www.revida.org e ongrevida@hotmail.com 
Patrocínios: (12) 3354-9800 e (12) 9757-0686

Defensores da Cidadania

No dia 07/02 iniciei o curso Defensores da Cidadania que está em sua décima edição. Lembro quando a prefeitura de Jacareí, através da Secretaria de Assistência Social e Cidadania lançou essa importante ação visando criar uma rede de defensores dos direitos humanos.  Eu trabalhava na Secretaria, era assessor de juventude.

De lá pra cá mais de 800 pessoas fizeram o curso. 

Mas a pergunta que não quer calar: Onde estão os defensores da cidadania de Jacareí?

Pergunto isso porque vejo que em nossa cidade quase não há organizações de defesa dos direitos humanos. De Assistência Social e assistencialista temos muitas. Constato também que não temos conselhos importantes para se garantir a defesa da cidadania, como o Conselho da Juventude, da Mulher, da Igualdade Racial, o Conselho LGBT e tão pouco o Conselho Municipal dos Direitos Humanos.

Vejo ainda que falta no executivo municipal alguns órgãos que poderiam contribuir para a garantia plena dos Direitos Humanos em nossa cidade, como assessorias ou coordenadorias temáticas e setoriais. Muitas cidades têm a Coordenadoria da Mulher, do Negro e Negra, da Juventude, LGBT ou da Diversidade Sexual, da Participação Popular, entre outras. E mesmo no Orçamento Participativo, espaço construído para garantir a participação da população na decisão do orçamento municipal, visualizo que as discussões temáticas ainda não foram implantadas, nesses já 10 anos de realização desse instrumento cidadão.

Aproveito aqui para fazer duas provocações. Vamos lá:

1ª provocação – Prefeito Hamilton, Vereadores, Secretários Municipais, entidades de classe, entidades sociais e assistênciais, sindicatos e jacareienses comprometidos com os Direitos Humanos, incluindo os mais de 800 que já fizeram o curso Defensores da Cidadania, vamos criar em nossa Jacareí o Conselho Municipal dos Direitos Humanos, garantindo a participação das várias áreas temáticas e setoriais da nossa sociedade?

2ª provocação: Em um artigo no Jornal Valeparaibano de agosto de 2009, “Quem participa, decide!”, escrevi sobre a relevãncia do Orçamento Participativo em nossa cidade e indiquei a necessidade de se ter áreas temáticas e setoriais no OP. Que é significativo discutir obras, mas também serviços, projetos, programas, políticas públicas sociais e setoriais. Então, que tal, se agentes políticos da cidade levarem para as plenárias do OP a importância de se ter as reuniões temáticas e setoriais, como  “criança e adolescente, juventude, mulheres, educação, saúde, assistência social, cultura, etc?”… Assim, tenho certeza, a participação popular seria ampliada e a democracia participativa , de fato, aplicada na construção do Orçamento Municipal. Que tal?

É isso, algumas inquietações que me levam a fazer indagações. Mas, acima de tudo, fazer proposições. Sou assim, me enche de alegria a possibilidade de poder ajudar com ideias, naquilo que aponto e critico. Penso que, se está bom, pode ficar melhor ainda.

Afinal, sou Jacareiense de Coração!

Luiz André Moresi