As coisas simples da vida, ou, a vida simples!

Tem gente que gosta de complicar as coisas. É, é uma afirmação. Eita povo danado que procura nas coisas mais tranquilas a agitação, nas coisas mais fáceis a complicação. Ah, mas eu não perco a oportunidade de viver a vida do jeito mais sossegado, objetivo, tranquilo, na boa mesmo. Algum leitor pode de repente imaginar ou mesmo ter certeza através dos meus escritos que sou um “caboclo”, nascido e vivido na roça. Ledo engano. Sou nascido sul fluminense, na agitação e correria de uma cidade industrial, minha querida e saudosa Volta Redonda no Estado do Rio de Janeiro. Minha mãe D. Graça e meus tios maternos é que são mineiros e boa parte da vida envoltos nas manias e culturas das “Minas Gerais” e roceiras.

Cresci em Jacareí, cidade do Vale do Paraíba, astuta, próspera, com jeitinho daquelas cidades do interior, mas vocacionada ao crescimento e ao desenvolvimento. Prova disso é o que vivemos nos dias de hoje… ai que delícia caminhar em volta daquele parque que há tanto tempo precisávamos… ahhhh, tá certo, até agora não caminhei, mas é projeto.
Hoje, um belo e gostoso domingo, como todos os outros, fiz coisas que são tão comuns a tantos e tantas dessa bem-aventurada cidade (sem saber ainda se é com hífem ou sem, não li ainda o acordo ortográfico).

Feira… isso mesmo fui à feira, daquelas que tem barraquinhas dos dois lados da rua com agricultores vendendo suas verduras e legumes. Comprei quiabo com a promessa de fazer um apurado “frango com quiabo”… Nada, sem chance, preguiça mesmo. Festejei, embora sem demonstrar, quando minha irmã ligou e convidou para almoçar na casa dela. Ihh, mas da janta não escapo, pensei. Depois fui visitar minha avó, D. Neusa, que, com razão, reclama da ausência do neto, que quase nunca a visita. Além de visitá-la, ainda levei meus dogs para ela conhecer. É sempre bom ir lá, ver o quanto ela fica mais velhinha, de cabelos brancos mesmo, todos, sem nenhum cabelinho preto. E elogiar as plantas que ela cuida com tanto carinho e que sem dúvida é celeste. Ela adora.

Minha mãe e meu pai, D. Graça e Seu Luiz (Seu Zé Moresi) que me perdoem… mas hoje, depois de um tempão fui visitá-los. Para comer escondidinho, que pela primeira vez minha mãe arriscou fazer, e que por sinal, ficou uma maravilha. Nem preciso contar, aliás, vou sim, o frango com quiabo vai ficar é para outro dia, porque, depois de almoçar na irmã, que festeja sua terceira gravidez, de tomar café na casa de minha avó, e comer escondidinho na casa dos meus pais, alguém acha que eu ia chegar em casa e fazer janta? Nem pensar, como diz um amigo… NUNCAAAAAAA!!!

É assim, minha vida tende a ser simples vez ou outra, e tem a roça da minha tia Josy e do meu tio Carlos que sempre gosto de ir para comer uma suculenta comidinha feita num bem arquitetado fogão à lenha.

Vou contar uma coisa para você que me lê: a vida é boa demais para a gente desperdiçar e complicar. A vida é simples e propicia para a gente degustar as coisas simples da vida. É isso aíiiiii…

Vida simples
___________ Música e Letra:João Anderson

E brilha o sol na serra
Clareando o verde lá na plantação
O cheiro da manhã desperta
O galo canta forte aqui no meu sertão

Café no fogo no fogão a lenha
Queijo, manteiga, e broa de fubá
Beijo Maria e a filharada
E já está na hora de’u ir trabalhar

Esta é a minha vida
E o meu jeito simples de saber amar
O tempo passa como se o dia
Não existisse em outro lugar

A noite chega, lua cor de prata
Iluminando toda a escuridão
Mais um pouquinho e já chega o dia
Só pra dar mais vida pro meu coração

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