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Prayers for Bobby – Legendado em PORTUGUÊS

Este é um filme baseado na história verídica de um jovem homossexual, que aos 20 anos suicida-se. “Eu não posso deixar que ninguém saiba que eu não sou hétero. Isso seria tão humilhante. Meus amigos iriam me odiar, com certeza. Eles poderiam até me bater. Na minha família, já ouvi várias vezes eles falando que odeiam os gays, que Deus odeia os gays também. Isso realmente me apavora quando escuto minha família falando desse jeito, porque eles estão realmente falando de mim… Às vezes eu gostaria de desaparecer da face da Terra.” Estas palavras estão escritas no diário de Bobby Griffith, quando tinha 16 anos. A sua mãe, “Mary Griffith”, interpretada por Sigourney Weaver, a senhora dos ELIEN, sabedora da sexualidade do filho acredita”curar” o filho com base na religião e terapias, para quatro anos depois (1979) Bobby lançar-se de uma ponte. Um filme intenso, dramático, e que espelha ainda hoje a realidade de muitas e muitos jovens no mundo! Mary após a morte do filho questiona-se a si e ao fundamentalismo religioso, redime-se da sua posição homofobica tornando-se uma defensora dos direitos GLBT


Preparar a luta… contra a homofobia!

Quase sempre não basta a boa vontade para conquistar aquilo que se quer. É preciso se preparar, estudar, qualificar, aprender… muitos são os argumentos dos contrários.

A homofobia está enraizada em nossa sociedade capitalista, machista e homofóbica. Por conta disso somos obrigados a reprimir nossa afetividade e, para fazê-la, ou estamos dentro das nossas casas, quando conquistamos independência de nossos pais, ou estamos em espaços segmentados, próprios, como boates, bares, saunas e festas lgbt. Para não ficar só na questão da sexualidade, nem nossa espiritualidade podemos manifestar, pois ou “deixamos” de ser homossexuais ou procuramos uma igreja inclusiva, presente somente nos grandes centros urbanos.

Então é preciso lutar muito. Arregaçar as mangas e trabalhar… A homofobia não nos deixa outra alternativa senão lutar, protestar, e dar visibilidade aos nossos desejos e anseios.

Em Jacareí, cidade do Vale do Paraíba, o conservadorismo reina. Encravada no eixo religioso da fé catolicista, nos deparamos com a presença midiática da renovação carismática e suas intempéries, da religiosidade conservadora e dos/as beatos/as santanários, passando pela exploração da capital da fé, Aparecida e do novo santo, Guaratinguetá. É assim mesmo, uma cidade média, com grandes empresas, comércio em crescimento, desenvolvimento em riste e preconceito em abundância.

É lutar muito e melhorar a situação. Não é fácil não. Como em lugar algum. É precisar trabalhar, lutar.

1ª Capacitação em Direitos Humanos em DST/HIV/aids - ONG REVIDA

1ª Capacitação em Direitos Humanos em DST/HIV/aids - ONG REVIDA

Criamos a ONG REVIDA, fomos atrás de parceiros e nesse dia 29 de novembro de 2009 realizamos a nossa 1ª Capacitação em Direitos Humanos para a população LGBT. Juntar esse povo em um curso em pleno domingo é complicado. Mas colocamos nossa cara à tapa. Era preciso fazer algo. Revezando entre 20 e 25 pessoas, fincamos mais uma estaca na homofobia.

Conversamos e discutimos, aprendemos, observamos, e choramos. Um trabalho estava iniciando.

Julian Rodrigues do grupo Corsa

Julian Rodrigues do grupo Corsa

Contamos com a preciosa colaboração do grupo CORSA, representados pelo Julian Rodrigues e pelo Lula Ramires, também se fez presente a Clara Cavalcante, do Programa Municipal DST/HIV/aids de Jandira, acompanhada por Pierre e Fernando. Dando suporte e financiando o encontro, pudemos contar com a presença significativa da Marisa Braga coordenadora do Programa Municipal DST/HIV/aids de Jacareí, que com sua simplicidade, mas aguerrida posição contra o preconceito, conquistou a todos/as.

Lula Ramires do grupo Corsa

Lula Ramires do grupo Corsa

E assim o encontro desenrolou. A emoção da abertura, quando anunciei que a ONG REVIDA foi selecionada pelo Programa Nacional DST/HIV/aids para desenvolver um projeto de atendimento jurídico às populações vulneráveis e curso de capacitação em Direitos Humanos em 2010, no valor de R$ 40 mil… o primeiro projeto financiado da ONG. O aprendizado proporcionado pela brilhante apresentação do Julian Rodrigues e do Lula Ramires, pela confraternização do almoço, pela presença iluminada da Clara Cavalcante, que soube com maestria, envolver todos/as na discussão na parte da tarde. Não posso deixar de mencionar dois momentos especiais na apresentação da Clara: quando meu companheiro Serginho relatou o preconceito vivido por ser afeminado e pela preocupação de um dia encontrar uma pessoa que o aceitasse, dizendo nesse momento que tinha encontrado essa pessoa quando me conheceu, há quase sete anos… falou de uma maneira que lacrimejou os olhos dos presentes, sem exceção. Não esperava por isso. E o outro momento foi quando a Clara pediu que olhássemos nos olhos da coordenadora do Programa Municipal de Jacareí, Marisa, e disséssemos o que queríamos. Pronto, pensei, o povo vai pedir recursos para a ONG, materiais, verba para encontros, reuniões, projetos, ao contrário, pediram que fossem respeitados, que os direitos fossem garantidos, que ações fossem realizadas para diminuir o preconceito e que fossemos tratados como iguais.

Clara Cavalcante, psicóloga de Jandira - SP

Clara Cavalcante, psicóloga de Jandira - SP

Dessa maneira aconteceu o nosso encontro nesse gostoso domingo. Aprendemos muito com o Julian, o Lula e a Clara. Aprendemos com nós mesmos e melhor, saímos com muita energia e vontade de arregaçar as mangas. Vamos fazer outros encontros, reuniões. Vamos articular para leis serem aprovadas e vamos realizar a 1ª Parada LGBT de Jacareí e do Vale do Paraíba em 2010.

Marisa Braga do PM DST/HIV/aids de Jacareí e Luiz André da ONG REVIDA

Marisa Braga do PM DST/HIV/aids de Jacareí e Luiz André da ONG REVIDA

Como não podia faltar, a confraternização após o encontro foi no bar da nossa amiga Matilde, que esteve presente no encontro e nos recebeu muito bem em seu estabelecimento. Não vou esquecer nunca desse dia. Por que começamos o “Jacareí sem Homofobia!”

Luiz André Moresi
Coordenador da ONG REVIDA de Jacareí

Confraternização - ONG REVIDA

Confraternização - ONG REVIDA


Celebrar a vida e cumprir o destino!

Quero falar de vida, mas 2009 têm me levado a pensar/refletir/organizar o pensamento sobre a morte. E sobre a tristeza, a ausência, a possibilidade da perda e sobretudo a necessidade e imposição de se falar no passado.

No dia 3 de maio perdi minha mãe, D. Graça, vítima de uma parada cardíaca. Seu enterro, dia 4, foi marcado por uma dor insuportável, que por muitas vezes tentei ajudar amigos na mesma situação, com palavras de conforto e nesse dia pude perceber que são palavras, naquele momento, ao vento. A dor é tão grande que só mesmo vivenciando-a é que se pode medir sua dimensão.

No dia 4 de setembro perdi outra pessoa muito querida, minha Tia Angela, de Volta Redonda, vítima também de parada cardíaca, depois de se recuperar parcialmente de um derrame e já com liberação médica para voltar para sua casa. Meu pai, após exatos 4 meses da perda da mulher que ele viveu por 37 anos, teve que enterrar sua irmã, a mais parecida com a sua mãe D. Nair, a Senhora Simpatia.

Mas o Ciclo da Vida é interessante. Todos passamos por ele. Nascemos, crescemos, envelhecemos e morremos. Alguns não envelhecem, não crescem, mas todos nascemos e morremos. É fato e não tem como escapar disso. Somos seres vítimas do Ciclo da Vida.

Um dia antes, 3 de setembro, nasce meu novo sobrinho, Luiz Guilherme. Nem tive tempo de vê-lo no hospital, precisei ir às pressas para Volta Redonda com o meu pai. Nasceu bem, esperto, está dando muito trabalho, já deve ter crescido alguma coisa, e cercado por grande carinho dos pais, irmãos, do avô, da outra avó e do tio, mais ausente, mas acompanhando de longe, quase perto.

Sempre coloco nas redes que participo – orkut, twitter, site, blog, facebook, msn – que estou “celebrando a vida” e já teve gente me questionando por que isso? Porque celebrar a vida com tanta gente querida indo embora. Em dois anos, duas tias (Angela e Neusa), minha mãe e tantas outras pessoas queridas que se foram. Como celebrar?

Mesmo sendo difícil falar de minha mãe no passado “minha mãe gostava, ela queria, podia, fazia, tentava, buscava, minha mãe era, e assim por diante”, preciso lembrar e celebrar todos os momentos que passamos juntos. Preciso e é bom tê-la viva na memória e no coração. A dor da perda não se tornará sentimento de saudade se eu não buscar na memória e no passado o que foi e o que viveu minha mãe. Hoje, celebrar a vida dela, é poder estar ao lado de meu pai, ser solidário com os seus sentimentos. Estar próximo de minha irmã, cunhado e meus 3 sobrinhos – Luiz Gustavo, Jéssica e Luiz Guilherme.

Celebrar o nascimento de um novo membro da família, cada momento que passarmos juntos, cada ligação recebida, cada palavra dita. Celebrar o passado e a memória. Celebrar o que está por vir.

O destino se faz presente no caminhar da vida. E celebrar o ciclo que ela faz é possibilitar que o destino se cumpra.

O Ciclo da Vida – Música tema do filme O Rei Leão interpretado pelo brilhante Ricky Vallen


Na labuta diária do ser e do fazer!

Quase sempre, e isso é mais comum do que se pensa, somos obrigados a tomar decisões difíceis em nossa vida e da mesma forma, essas decisões nos trazem conseqüências indesejáveis, por melhores que tenham sido nossos posicionamentos.

E assim é feita nossa vida! Talhada na labuta diária do ser e do fazer.

Nossos caminhos são trilhados, é verdade. Direções nos são oferecidas, também é verdade. Mas é fato que nem sempre fazemos as boas escolhas, ou escolhas boas são realizadas tardiamente. Escrevo isso para dizer que preciso tomar decisões.

Mas essas decisões só me trarão tristezas, e feridas terão que ser tratadas. Esse ano tem-me sido penoso e falta-me capacidade para decidir com firmeza aquilo que angustia o que é considerado como sede das minhas emoções.

Meu coração é pulsante e teimoso. E às vezes falar com ele nas mãos é complicado. Coloca-me em posição de fragilidade eminente. Expor sentimentos e pensamentos, revelando-os com sinceridade pode levar ávidos estandartes opostos à compreensão equivocada e distante daquilo que me proponho.

Tenho sido incompreendido no que falo, nas minhas ações e acho que até em meu silêncio. Buscar a clareza do que quero é de importância impar para que possa ter a tranqüilidade da minha condição de existência.

Sou filho da esperança e mesmo que, distante das outras virtudes cristãs, fé e caridade, acredito que mereço a felicidade. Sou ser humano, passivo de erros e acertos. Sou ser vivo, e no lugar-tenência do meu âmago, carrego a certeza da alegria de que minhas decisões são minhas… e só minhas!


Cálice
Chico Buarque
Composição: Chico Buarque e Gilberto Gil


Implosão!

Não sou muito bom de dar títulos a textos que escrevo. Torno isso um caos pois quase sempre termino os escritos e só depois consigo pensar em alguma coisa descente. Mas esse post foi diferente!

Ao sentar em frente ao PC foi a primeira palavra que me veio à tona: implosão. É isso mesmo, implosão. Vejamos: s. f. Cadeia de explosões conjugadas, cujos efeitos tendem para um ponto central.

e não é que o dicionário está certíssimo, como sempre? Minha vida passa por uma  “cadeia de explosões” , uma atrás da outra, seguidamente, tempestivamente uma após a outra… assim como se não precisasse pedir passagem… vai tirando tudo do caminho, limpando a área e deixando todo o estrago à vista e a vida à deriva…. “navegar é preciso” … viver… já não sei mais como … é difícil.

Talvez você ache esse meu blog uma chatice melancólica estressante e depressiva… fazer o quê? É!!!!!

Nem tudo que parece, é e nem tudo que é, parece. Como diz minha chefe, que um dia ouviu de um professor senador, “não basta ser certo… é preciso parecer ser certo”. “Eita” que assim fica complicado a gente dar conta das tantas e tantas coisas da vida e as vezes não tem como suportar… tudo parece implodirXexplodirXdesmoronarXdespencar na vida recessa…

Lembro de uma música, dos meus tempos de militância religiosa, que diz “estou cansado, deste mundo agitado, sem amor e sem paz. Onde a felicidade, deu lugar a maldade e a alegria morreu. Eu queria voar, e de tudo esquecer no infinito morar e tranquilo viver…”

Como não achei nada dela para mostrar aqui, vai uma poesia que era para ser uma poesia… implosão!!!!


“Reconhece a queda… e não desanima!!!”

Eita mundinho danado que comer poeira depois de um solavanco daqueles é a coisa mais fácil de acontecer…

Um dia a gente cresce e aprende que o mundo é dos espertos e que ficar na surdina vendo o rodopiar dos acontecimentos nem sempre é o melhor que se deve fazer. Sou acostumado a rugir, mugir, espernear.. mas por conta disso já me ferrei de todas as maneiras… aprendi então a assobiar, cantarolar e ver a boiada passar… pois é, a boiada passa, o dia passa, as pessoas passam e você passa também…

Não dá para escolher/dizer o que é melhor… quem é militante da vida não aceita a passividade do “deixa que as coisas se encaixam”, quer logo colocar o bloco na rua e botar o povo pra ferver…

Mas a questão é quando fazer/querer um ou outro? É nessas horas que a gente ou erra ou acerta, fazer o quê? Se errar, é “reconhecer a queda” e com certeza, “não desanimar”.

“… reconhece a queda, e não desanima, levanta, sacode a poeira e dá a volta por cima.”
(Paulo Emílio Vanzolini – compositor– Música: Volta por Cima)

Trechos do Dvd: Tempo tempo tempo tempo
com a música Volta por cima remixada pelo Dj Zé Pedro.

Chorei
Não procurei esconder
Todos viram, fingiram
Pena de mim não precisava
Ali onde eu chorei
Qualquer um chorava
Dar a volta por cima que eu dei
Quero ver quem dava
Um homem de moral
Não fica no chão
Nem quer que mulher
Lhe venha dar a mão
Reconhece a queda
E não desanima
Levanta, sacode a poeira
E dá a volta por cima


Levanta, sacode a poeira e … dá a volta por cima!!!

Levanta…e rápido, sacode a poeira… não deixa nada de mal impregnado em você, e dá a volta por cima…porquê não tem nada melhor que isso.

As vezes a gente sofre por demais, fica eternizando o que não deve. Não quero dizer que a gente não tenha direito à tristeza…ficar triste também faz bem para a alma, nos ajuda a aprender e a conviver com as mazelas da vida… mas sofrer por tempo à fio? Ah, isso não!

No post anterior disse que devemos sempre procurar a alegria, eu gosto de ser uma pessoa alegre e feliz, desejo e mereço a felicidade. É difícil? É muito difícil, hoje mesmo posso dizer que a falta de companheirismo de algumas pessoas, a traição de uma pessoa amiga, a escravização do trabalho tem me deixado cabisbaixo, com o olhar soterro, com o pensamento longe e com a paciência finda.  Mas o que posso fazer? Essas coisas fazem parte da vida, só não podem e nem quero que sejam eternas…. não mesmo.

Éh, a vida é como uma onda. Ou como uma dança. Muda continuamente, cada hora de um jeito, cada momento com sua graça ou sua dor.

Sou um soldado da esperança, minha vida quer movimento, quer energias positivas, quer relações saudáveis…


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